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sexta-feira, março 13, 2009

A "Jorge Peixinho" no Mundo da Matemática!

A Inês Caramelo, o Ivo Gomes, o Miguel Beatriz e o Tiago Cruz colocaram Portugal, o Montijo e a Escola Secundária Jorge Peixinho (ESJP) no mapa do mundo da matemática!

No World Maths Day 2009, competição mundial on-line, que se realiza no Dia Internacional da Matemática - 5 de Março - os alunos da ESJP destacaram-se, com os seguintes resultados:

Mundial Geral

Mundial Nível Secundário

Nacional

Miguel Beatriz

28º

Tiago Cruz

49º

14º

Inês Caramelo

80º

Ivo Gomes

91º

Brilhante!

Um parabéns especial aos meus alunos Miguel (em 2006/2007) e Inês (este ano), e à mãe e minha colega Sandra Nóbrega, justificadamente orgulhosa pela prestação do seu Tiago!

Aos alunos, pais e encarregados de educação, à Escola, especialmente ao seu Departamento de Ciências Exactas, as nossas felicitações!

Uma referência ao Jornal do Montijo, pelo merecido destaque que dá à notícia, na sua edição de hoje!

sábado, dezembro 20, 2008

"Alunos da Escola Jorge Peixinho desenvolvem projecto sobre energias renováveis"

A notícia é do Jornal do Montijo de ontem e refere-se ao trabalho que um grupo de alunos da turma B do 12º ano está a desenvolver na Área de Projecto, leccionada pelo professor Francisco Lucas.

Não é a primeira vez que alunos da Área de Projecto do 12.º ano, sob a orientação do professor Francisco Lucas, fazem trabalhos de qualidade, merecedores de destaque e divulgação.

De acordo com o jornal, pretende-se responder à seguinte questão: Até que ponto a utilização da biomassa constitui alternativa aos combustíveis fósseis?

O tema não pode ser mais actual e a investigação conta com a colaboração da professora Jesuína Segurado (na produção de biodiesel), da professora Carmen Fonseca (no contacto com a empresa Valnor) e do professor António Monteiro (na disponibilização de um kart).

Os alunos são o Gonçalo Peralta, a Ana Sofia Caldeira, a Andreia Gouveia, o Tiago Gaspar, o Pedro Henriques e o Bruno Silva.

Por boas razões, é bom ser notícia!

quarta-feira, agosto 06, 2008

Mérito, Sim... e a Autonomia?!

O Despacho 20513/2008 da Sra. Ministra da Educação aprova o Regulamento de Concessão do Prémio de Mérito a atribuir ao melhor aluno dos cursos científico-humanísticos e ao melhor aluno dos cursos profissionais/tecnológicos de cada escola. Trata-se de um prémio pecuniário de 500 € e de um diploma alusivo à distinção.
Obviamente, nada a opôr ao reconhecimento do mérito e à realização de uma iniciativa que poderá promover maior ligação aos pais e encarregados de educação e à comunidade, mas...
Até a data é determinada! Apenas a definição do terceiro critério de desempate é deixada à escola!! Até para escolas privadas!!
E a autonomia?! Sabemos que, ao longo dos tempos, tem sido muito retórica, mas assim!
E tenho muitas dúvidas quanto ao prémio pecuniário que, como refere o editorial de Nuno Pacheco, no Público de hoje, poderá fazer do 12 de Setembro muito mais o dia do cheque do que o dia do diploma!
Esta matéria é notícia no PÚBLICO Online.

quarta-feira, julho 30, 2008

Escola Secundária Jorge Peixinho, 12.º Ano Turma A, 2007-2008 - Para Recordar!

Acabaram os exames. Na globalidade, os resultados de Biologia e Geologia dos meus alunos corresponderam às minhas boas expectativas!

Vejamos:

 

CIF

   

CE

 

MCE

Min

Máx

Med

Min

Máx

Med

 

12

19

16,3

8

20

14,4

10,5

CIF - Classificação Interna Final

CE - Classificação dos Exames Nacionais

MCE - Média Nacional da Classificação dos Exames

Considerando que a CIF integra não só a classificação de seis testes, mas também a participação, comportamentos e atitudes dos alunos ao longo do ano e uma componente prático-experimental com peso de 30%, a diferença de 1,9 valores da CIF para a CE poderá ser considerada boa.

A CE superou a MCE em 3,9 valores: resultado muito bom!

Vale a pena saber quem são: André Barroso, André Falcão, André Chambel, Andreia Alvarez, Armando Garine, Diogo Freitas, Filipa Marujo, Inês Santos, Inês Chibeles, João Correia, Luís Campos, Marcelo Prates, Mónica Baeta, Pedro Correia, Rita Oliveira, Rui Rodrigues, Sara Carapeta, Tiago Rebelo e Tiago Patacas.

Uma turma para recordar! Trabalhei com eles nos dois últimos anos lectivos, com prazer e resultados. Alunos de comportamento e atitudes exemplares; participação muito boa, com discussões de qualidade e pertinência! Assim, vale a pena! Bom trabalho!

O meu abraço para todos eles, que estão de parabéns! Mas também para pais e encarregados de educação e para os professores que, desde o primeiro ciclo do ensino básico, contribuíram decisivamente para a sua formação!

Estou certo que vão ser cidadãos de sucesso no ensino superior e nas suas profissões. Sejam felizes e sempre bons naquilo que façam.

Boas férias!

quarta-feira, abril 09, 2008

O Estatuto do Aluno

O Estatuto do Aluno, com as alterações agora introduzidas, não estará ainda em vigor na maioria das escolas; tal só deverá acontecer à medida que os Regulamentos Internos forem sendo alterados, integrando as novas regras.

Pelo impacto que vai produzir, parece-me pertinente uma abordagem mais atenta ao art.º 22º, que diz respeito aos efeitos das faltas. Sempre que um aluno, independentemente da sua natureza, atinja um número total de faltas correspondente ao triplo de tempos lectivos semanais, deve realizar uma prova de recuperação nas disciplinas em que ultrapassou aquele limite. Se tem aprovação na prova, todas as faltas são relevadas e continua o seu percurso normal; no caso de não ser aprovado, pode, por decisão do Conselho Pedagógico, fazer (ainda!) nova prova ou ser retido. Não refere, neste último caso, o que acontece ao aluno mas, na perspectiva da escola pública inclusiva, subjacente à filosofia do documento, o aluno deverá continuar a frequentar as aulas, sabendo, desde logo, que, no próximo ano lectivo, frequentará o mesmo ano de escolaridade.

Conclusões que o aluno poderá tirar:

1. Faltar por doença ou por morte de um familiar chegado (por exemplo), ou porque apetece, tem o mesmo efeito, logo, tem o mesmo valor!

2. Não há necessidade de frequentar as aulas para poder transitar de ano! Bastará ter capacidade para acompanhar, em casa, os conteúdos programáticos, com ou sem ajuda, já que os actuais níveis de exigência no ensino básico até são compatíveis com um sucesso mais ou menos fácil!

3. Se ficar retido a meio de um ano lectivo, até poderei não ter grandes preocupações com o comportamento, uma vez que já estou retido e no próximo ano terei de voltar para o mesmo ano de escolaridade!

Compreendemos a preocupação de criar mecanismos compatíveis com uma escola pública inclusiva, devendo, todos os alunos, concluir, pelo menos, a escolaridade básica. A lei e a regra devem perspectivar a inclusão e não a exclusão. Também sabemos que a retenção não produz bons resultados: na generalidade, não há maior sucesso nos alunos em situação de repetência.

Mas não me parece a melhor solução!

O Estatuto não faz uma distinção clara entre faltas justificadas e injustificadas! Injusto e pedagogicamente incorrecto!

O uso de “provas de recuperação” para relevar faltas complica e sobrecarrega os procedimentos, contrariando um dos objectivos que o ME diz querer atingir com estas alterações! Prevê-se uma proliferação de provas e um acréscimo de procedimentos para Directores de Turma e professores em geral que incrementará substancialmente a escola burocrática de que queremos fugir, mas que teima em consolidar-se!

A manutenção, em aula, de alunos já com o estatuto de retidos, não facilitará a consecução do objectivo relativo ao reforço da autoridade do professor e incrementará a indisciplina de que tanto se fala e é tão responsável pelo indesejável insucesso escolar!

Concordo em absoluto com as alterações introduzidas no art.º 6º, relativo ao “papel especial dos pais e encarregados de educação”, reforçando a sua responsabilidade no controlo, prevenção e efeitos da falta de assiduidade dos alunos e na sua educação em geral.

A co-responsabilização das famílias e a sua participação na educação será muito relevante na resolução do problema. A letra da lei, só por si, não resolve. Exigem-se mudanças culturais, as mais difíceis! Pais e professores têm um longo caminho a percorrer!

Publicado em "Montijo em Notícia" de 2008.04.08

sábado, março 15, 2008

LUTO

Tragédia na Escola Secundária Jorge Peixinho!!
Na aula de Educação Física, um aluno sofre morte súbita!!
A escola chama, de imediato, o 112, que tarda a chegar (nestes casos, é sempre tarde)!!
Ligam, depois, directo para os Bombeiros Voluntários de Montijo, que recebe primeiro esta chamada directa que a do INEM!
O INEM confirma à comunicação social que, por excesso de solicitações, demorou 20 minutos a dar sequência ao pedido de socorro!!
A ambulância terá chegado à Escola 30 minutos depois!! Muito tarde!!
Nunca saberemos se, com um socorro mais célere, o jovem teria sido salvo. Provavelmente não.
Mas é muito tempo!! Não pode acontecer!!
Estamos de luto!

domingo, junho 17, 2007

Os e-Recursos Escolares e a Desproporcionalidade dos Comentários

"Agora, aprovado que está, para cumprirmos os princípios do ECD e termos professores e escolas cada vez melhores será preciso ganhar os docentes para a solução, fazendo-lhes crer que vale a pena ser melhor. Precisamos entusiasmar os professores! Os professores precisam de sentir que o Governo, os pais e encarregados de educação, a sociedade, acreditam e contam com eles para formar cidadãos de qualidade.
Em sede de regulamentação, do discurso e da implementação de condições para o exercício da função docente, o Governo Socialista e o seu Ministério da Educação terão de saber utilizar o novo ECD para que isto aconteça! A preocupação que a Sr.ª Ministra da Educação e o Sr. Procurador-Geral da República têm manifestado recentemente, relativamente à violência e aos crimes nas escolas, vem neste sentido e concorre para este objectivo."
O meu post "O Estatuto da Carreira Docente e a Categoria de Professor Titular (I)", de 2007.04.14, terminou com os dois últimos parágrafos que acabei de citar. A iniciativa para a generalização do acesso a computadores pessoais e à banda larga para adultos nas Novas Oportunidades e para alunos do 10º ano e professores dos ensinos básico e secundário poderá ser um pequeno passo no caminho que referi.
Há cerca de uma semana atrás, li um editorial do "Público", onde o director José Manuel Fernandes (JMF) se referiu a esta iniciativa governamental como "um erro", "populismo", "um bodo aos pobres" e um "disparate caro"! Depois de se referir aos alunos, JMF diz que "os professores também levam computadores..." e que "será dinheiro de outros (as empresas de telecomunicações) lançado à rua, sem garantias de retorno", entre outras considerações e comentários!
Todos nós sabemos quanto essenciais são hoje os meios informáticos para o acesso à informação e como ferramenta de trabalho em qualquer actividade profissional. Na educação, nas escolas, são, por acréscimo de razão, imprescindíveis a alunos e professores, para um desenvolvimento dinâmico e actualizado do currículo; e também sabemos, nós, professores, as dificuldades sociais de muitas das famílias dos nossos alunos, impedindo um acesso generalizado a computadores e banda larga, que usamos cada vez mais como recurso educativo das aulas e como importante complemento dos tradicionais manuais escolares.
Concordo que, muitas vezes, como diz JMF, "o que é oferecido tende a ser desvalorizado, pois é obtido com pouco esforço" e que, inevitavelmente, ir-se-ão verificar desperdícios; mas certamente que a implementação da medida obrigará a regras que deverão assegurar a valorização e o controle da utilização dos recursos a serem distribuídos.
E "os professores também levam computadores..."!! Os professores, tal como os alunos menos carenciados, poderão adquirir o equipamento por 150 €. Sendo uma medida louvável e inédita, não será nenhum favor!
JMF terá, certamente, o seu lápis, o seu papel, a sua esferográfica e o seu computador na redacção do seu jornal, equipamento disponibilizado, obviamente, pela empresa proprietária do jornal, para o seu Director desempenhar eficaz e condignamente as suas funções. Pois é Dr. JMF, os professores sempre tiveram que comprar o lápis, o papel e tudo o resto, para leccionar na escola e trabalhar em casa, por falta de condições de muitas das nossas escolas!
E o dinheiro também não é das empresas de telecomunicações, é do Estado Português (nosso)! Estas empresas não fornecem graciosamente estes equipamentos, mas em contrapartida de licenciamentos que lhes permitem lucros de milhões de euros, como é do conhecimento de todos nós!

terça-feira, agosto 29, 2006

"Biologia" e "Biologia e Geologia" - Os Resultados

Pois é... acabaram-se as férias! Vamos ao trabalho.
Analisando os resultados dos exames dos meus alunos, registo:

Biologia e Geologia (11º Ano)
Média das Classificações Internas Finais (CIF) - 12,3
Média das Classificações das Provas de Exame (CE) - 9,6
Média Nacional da Classificações das Provas de Exame (MCE) - 9,7
Classificação Mínima das Provas de Exame - 5
Classificação Máxima das Provas de Exame - 17
A diferença de 2,7 valores entre a CIF e a CE parece-me razoável; aliás, considero que uma diferença até 4 valores poderá ser "aceitável", atendendo a que a CIF integra, não só resultados de cinco ou seis testes, mas também itens relacionados com a participação, comportamentos e atitudes do aluno ao longo de um ano, enquanto que o exame é resultado de uma prestação de 120 minutos!
A CE, não sendo boa, atinge a positiva e situa-se ao nível da MCE.

Biologia (12º Ano)
Média da Classificação Interna Final (CIF) - 13,4
Média das Classificações das Provas de Exame (CE) - 13,2
Média Nacional das Provas de Exame (MCE) - 10,4
Classificação Mínima das Provas de Exame - 7
Classificação Máxima das Provas de Exame - 17
Considero muito boa a diferença de 0,2 valores entre a CIF e a CE.
A CE superou em 2,8 valores a MCE! Bom resultado!
Foram alunos com quem trabalhei desde o 10º ano e estou satisfeito com os resultados. Um grande abraço para eles e votos de felicidades e êxitos escolares e profissionais!

Principalmente no que diz respeito às provas de Biologia e Geologia que, para além de dizerem respeito a programas novos, apresentaram um grau de dificuldade significativo e um modelo substancialmente diferente de anos anteriores, é, para mim, incompreensível que não tenham sido divulgadas, previamente, provas-modelo para orientação de alunos e professores!

Com melhor contexto escolar, professor mais competente e mais empenho dos alunos, os valores absolutos poderiam sempre ser melhores, mas estou globalmente satisfeito.
Missão cumprida. Tentando sempre melhorar, venha o "2006-2007"!
Bom trabalho para todos os colegas.