Na altura, divulguei o meu Projeto de Intervenção; agora, divulgo o texto do documento apresentado na Escola, como breve reflexão sobre o que aconteceu nos últimos quatro anos:
terça-feira, agosto 27, 2013
Mandato 2009-2013
Na altura, divulguei o meu Projeto de Intervenção; agora, divulgo o texto do documento apresentado na Escola, como breve reflexão sobre o que aconteceu nos últimos quatro anos:
sábado, julho 25, 2009
ESJP – Projecto de Intervenção
Da minha candidatura a Director da Escola Secundária Jorge Peixinho (ESJP), apresentada ao Conselho Geral Transitório, fez parte o Currículo Vitae e um Projecto de Intervenção na Escola, para os próximos quatro anos de mandato.
No procedimento concursal, a selecção foi feita através da apreciação destes dois documentos e de entrevista.
Depois de publicado na página da ESJP, www.esjp.pt, aqui deixo, também, o documento.
Projecto de Intervenção na Escola Secundária Jorge PeixinhoTodas as sugestões para melhorar serão bem vindas.
domingo, julho 19, 2009
Director da ESJP – A Posse
Há já um mês (!), no passado dia 16 de Junho de 2009, em reunião do Conselho Geral Transitório, tomei posse do cargo de director da Escola Secundária Jorge Peixinho.
Nesse acto apresentei uma comunicação que, depois de publicada no sítio da Escola, aqui fica também registada:
“Exma. Sra. Presidente do Conselho Geral Transitório
Senhoras e Senhores Conselheiros
Caros Colegas Professores
Funcionários dos Serviços de Administração Escolar
Auxiliares de Acção Educativa
Caros Alunos
Cumprimento-vos a todos, hoje, dia em que se inicia uma nova fase da vida, já longa, da nossa Escola Secundária Jorge Peixinho.
Cumprimento os colegas candidatos a Director, em especial o colega António Castel-Branco Ribeiro, que cessa agora as suas funções como Presidente do Conselho Executivo desta escola; em meu nome e da Escola, um agradecimento pelos serviços que, durante mais de dez anos, prestou a esta comunidade educativa.
Também não podia, neste acto, deixar de fazer um cumprimento especial a uma figura da história desta escola, que durante vinte anos dirigiu os seus destinos; o Engenheiro José Francisco dos Santos é, hoje, como todos sabemos, Presidente da Junta de Freguesia de Montijo e membro do Conselho Geral Transitório da nossa Escola, sendo nessa qualidade que hoje aqui está presente. Embora não há muito tempo, o contexto escolar era bem diferente daquele que temos hoje; o Engenheiro Francisco Santos, sempre soube gerir a escola da melhor forma, prestigiando-a e fazendo-a referência de qualidade, nessa altura, reconhecida por todos.
Agradeço ao Conselho Geral Transitório a confiança que, com a sua expressiva votação, depositou em mim. Tudo farei para corresponder a essa confiança.
Esta é uma grande responsabilidade: ser Director desta Escola, com mais de 50 anos de história, de uma história rica, com valores a preservar e a recuperar; Director da Escola Secundária mais antiga da minha Terra, onde sou professor há mais de 28 anos.
Este é, não tenho a menor dúvida, o maior desafio da minha carreira, o cargo mais difícil, de todos os que já desempenhei até hoje!
Mas esta minha decisão foi muito ponderada, muito pensada, amadurecida, como não podia deixar de ser; e foi decisivo o facto de me sentir sempre muito bem acompanhado, e sabia que a companhia seria ainda maior, como vai ser a partir de hoje.
Nunca poderia apresentar a minha candidatura se não soubesse que tinha um corpo docente empenhado e com profissionais de grande qualidade, capazes de interpretarem e de se apropriarem das grandes linhas orientadoras da minha ideia para a Escola Secundária Jorge Peixinho; não me candidataria se não soubesse que esse corpo docente era até capaz de melhorar essa minha ideia, este meu projecto! Sem essa garantia, nunca aceitaria o desafio. Só com os professores se pode fazer uma escola de qualidade!
O novo regime de administração e gestão das escolas dos ensinos básico e secundário inicia uma nova fase na gestão das escolas portuguesas. O Director é o órgão de gestão unipessoal, o Conselho Geral é o órgão de direcção estratégica, a quem o director deverá prestar contas.
O modelo pode acrescentar alguns riscos relativamente ao anterior, mas tem vantagens. Não será altura de uma análise profunda do diploma, mas deixem-me referir dois aspectos que considero vantajosos:
1. Um Conselho Geral com maior equilíbrio de forças, aumenta a responsabilidade do director, perante uma comunidade educativa mais alargada (com pais, autarquias e comunidade civil, aqui na nossa escola, representados ao mais alto nível, facto que me apraz registar e que prestigia a escola), e mais rica, com contributos de grande qualidade de representantes exteriores aos limites físicos da escola, que podem e devem ser valorizados e potenciados;
2. Um projecto de intervenção na escola apresentado pelo Director (que será amplamente divulgado), que o vincula e que permite, a todo o momento, a monitorização, a avaliação do seu desempenho, do desempenho da escola, coisa que também não acontecia.
Recuperar o Prestígio, Melhorar os Resultados! É este o título do projecto de intervenção que apresentei e mereceu a aprovação do Conselho Geral Transitório, e que se refere aos dois grandes objectivos da minha gestão. Nele são enunciadas e explicitadas seis linhas orientadoras, objectivos instrumentais da escola:
I. Promoção da Satisfação Pessoal e Profissional dos Recursos Humanos
Sabemos que, nos tempos que correm, poderá não ser tarefa fácil motivar os recursos humanos de uma escola, mas também sabemos que são profissionais de corpo inteiro, e que o contexto de cada escola tem influência decisiva nessa motivação, e nós queremos atingir este objectivo:
a. Induzindo expectativas elevadas, valorizando e dando atenção ao trabalho desenvolvido, e renovando metas e resultados a atingir;
b. Promovendo a formação adequada às necessidades e expectativas dos actores (com recursos humanos da escola, do Cenforma e de outros);
c. Dignificando os eventos organizados pela escola;
d. Melhorando as condições de trabalho.
II. Liderança Transformacional, também ela promotora de motivação.
a. Uma liderança que transforma;
b. Uma liderança que partilha poderes como estratégia e que reconhece os colaboradores como uma mais-valia;
c. Uma liderança que promove e “utiliza” o professor emergente (com saber profissional e reflexivo), o professor com opinião; que promove o debate das ideias, a valorização do contributo de cada um;
d. Uma liderança que não se assuma como representante local da administração central, que não valorize, acima de tudo, os aspectos burocráticos e administrativos;
e. Deveremos implicar toda a comunidade educativa, com definição de linhas orientadoras e papéis claros, principalmente para o corpo docente;
f. Deveremos estabelecer parcerias e protocolos com entidades externas, geradores de autonomia e potenciadores de inovação;
g. Deveremos concretizar um Projecto Educativo, sentido como pertença de todos.
III. Promoção da Colaboração e Co-Responsabilização das Famílias
a. Incrementando a proximidade da Escola com pais e encarregados de educação (PEE); maior proximidade dos DT, obviamente, mas também dos outros docentes;
b. Os professores e os alunos, só podem ganhar com esta atitude, com esta complementaridade;
c. O poder dos professores está na sua competência, e é essa competência que temos de demonstrar no contacto com os pais, que nunca deveremos evitar, pelo contrário, devemos promover.
IV. Implicação dos Alunos no Processo Ensino-Aprendizagem
A escola inclusiva que dizemos ser e nos esforçamos todos os dias para concretizar, tem de ter instrumentos disponíveis e reais, para evitarmos pseudo-planos que, nos Conselhos de Turma, aprovamos e dizemos que vamos fazer, conscientes, à partida, da impossibilidade prática de os concretizar, de facto, em boa parte dos casos! Precisamos de projectos pedagógicos inovadores, que dêem resposta às nossas necessidades, às necessidades dos nossos alunos!
a. Adoptar estratégias integradoras e facilitadoras da colaboração dos PEE
b. Ter uma atitude pró-activa relativamente à prevenção da indisciplina;
c. Optimizar o estudo acompanhado, as aulas de recuperação, os apoios individualizados e a área de projecto;
d. Melhorar os horários dos alunos;
e. Apostaremos na valorização dos Cursos de Educação e Formação e dos Cursos Profissionais; faremos um acompanhamento pró-activo do seu funcionamento;
Uma palavra de apreço e de reconhecimento para com os colegas professores dos CEF; o meu compromisso é de acompanhamento, de proximidade; temos de ser pró-activos e não reactivos!
Tentaremos ganhar um Centro de Novas Oportunidades com Sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), contribuindo para o desenvolvimento dos Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA);
Os CEF, os Cursos Profissionais e o ensino nocturno têm de merecer a mesma atenção do chamado ensino regular!
V. Promoção de Relações com as Autarquias e a Comunidade
a. Estreitar relações com autarquias e comunidade local, para a constituição de uma rede de resultados positivos, estabelecendo parcerias e protocolos de cooperação que desenvolvam a autonomia da escola;
b. Potenciar a intervenção acrescida e a co-responsabilização dos diversos actores (agora no CGT);
c. Numa lógica de desenvolvimento local, deveremos participar em projectos educativos a desenvolver no município; aproveitar a vontade, a sensibilidade, das nossas autarquias, para permutar ideias, trabalhos, projectos; sim, permutar, porque não podemos ver as autarquias como uma fonte de tudo, como se via muito há alguns anos atrás; nós também temos de nos constituir como recurso das autarquias!
VI. Promoção de uma Cultura de Avaliação
a. Duas lógicas da avaliação:
i. O desenvolvimento pessoal e profissional
ii. A regulação (de natureza mais sumativa)
b. Deveremos desenvolver na avaliação o seu forte carácter formativo, fornecedor de dados que permitem mudar, adequar as nossas práticas à mudança constante da Escola;
c. Deveremos encarar a avaliação como algo de todos os dias, parte integrante das nossas actividades, que se faz com a participação e a colaboração dos pares.
d. A auto-avaliação da Escola praticar-se-á a todo o momento, devendo ser encarada como processo de melhoria em si mesmo.
A avaliação como meio de melhoria das práticas não resolve, magicamente, os problemas e nunca, em situação alguma, deverá aumentá-los; devemos promover a sua discussão, com modelos modestos e realistas, tendo consciência que será sempre impossível avaliar tudo e que a maturação dos processos irá, certamente, melhorar os modelos!
Seis grandes objectivos, instrumentais! Tudo pelos alunos: a razão de estarmos aqui!
Recuperar o Prestígio, Melhorar os Resultados.
Recuperar o prestígio, prestigiando e valorizando os professores e os outros actores da Escola, prestigiando os eventos da Escola, cultivando o rigor, a exigência, a responsabilidade, a excelência;
Melhorar os resultados, sem ser fundamentalista deles, nem os querendo a qualquer preço; valorizaremos a competência e o desempenho dos professores, convictos que os resultados aparecerão.
Consciente das dificuldades, é este o enorme desafio que encaro (e, estou certo, todos vós também o irão fazer) com determinação, com motivação, com convicção, pela minha Terra, pela minha Escola.
Para isto, podem todos contar comigo! Eu estou a contar convosco!
Um abraço a todos!
Obrigado!”
quarta-feira, maio 20, 2009
Sou Director Eleito da ESJP!
domingo, maio 10, 2009
Fly
Estive ontem na apresentação dos Pedaços D’ Alma da minha colega Sandra Nóbrega (ou Fly).
Galeria Municipal do Montijo repleta de familiares, amigos, colegas, alunos (que foram ou são). Bonito! Merecido!
Os Pedaços D’ Alma merecem ser lidos.
A Sandra está de parabéns. A Lídia Ramalho também, pela fotografia da capa, muito bem conseguida, que abrilhanta a obra!
Obrigado Sandra,… e voa,… sim, podes voar!
Um abraço!
terça-feira, abril 14, 2009
Darwin na ESJP
quarta-feira, abril 08, 2009
ESJP - Semana do Departamento de Ciências Naturais
De 20 a 24 de Abril de 2009, decorre na Escola Secundária Jorge Peixinho a “Semana do Departamento de Ciências Naturais”. A Semana do DCN inclui as comemorações do bicentenário do nascimento da Charles Darwin e dos 150 anos da publicação da sua obra “A Origem das Espécies”, que se prolongam até 22 de Maio de 2009.
Já há cartazes!
Para além do envolvimento dos professores do Departamento de Ciências Naturais e dos alunos, contámos ainda com a colaboração dos diáLogos da professora Fernanda Fernandes (Filosofia) e dos cartazes da professora Lídia Ramalho.
PS - Por dificuldades técnicas, não nos é possível, por agora, publicar o cartaz das comemorações de Darwin.
Sou Candidato!
Pela minha Escola...
Por prazer...
Por dever...
Candidatei-me a Director da Escola Secundária Jorge Peixinho!
sexta-feira, março 13, 2009
A "Jorge Peixinho" no Mundo da Matemática!
A Inês Caramelo, o Ivo Gomes, o Miguel Beatriz e o Tiago Cruz colocaram Portugal, o Montijo e a Escola Secundária Jorge Peixinho (ESJP) no mapa do mundo da matemática!
No World Maths Day 2009, competição mundial on-line, que se realiza no Dia Internacional da Matemática - 5 de Março - os alunos da ESJP destacaram-se, com os seguintes resultados:
Mundial Geral | Mundial Nível Secundário | Nacional | |
| Miguel Beatriz | 28º | 8º | 1º |
Tiago Cruz | 49º | 14º | 2º |
Inês Caramelo | 80º | 3º | |
Ivo Gomes | 91º | 4º |
Brilhante!
Um parabéns especial aos meus alunos Miguel (em 2006/2007) e Inês (este ano), e à mãe e minha colega Sandra Nóbrega, justificadamente orgulhosa pela prestação do seu Tiago!
Aos alunos, pais e encarregados de educação, à Escola, especialmente ao seu Departamento de Ciências Exactas, as nossas felicitações!
Uma referência ao Jornal do Montijo, pelo merecido destaque que dá à notícia, na sua edição de hoje!
sábado, dezembro 20, 2008
"Alunos da Escola Jorge Peixinho desenvolvem projecto sobre energias renováveis"
A notícia é do Jornal do Montijo de ontem e refere-se ao trabalho que um grupo de alunos da turma B do 12º ano está a desenvolver na Área de Projecto, leccionada pelo professor Francisco Lucas.
Não é a primeira vez que alunos da Área de Projecto do 12.º ano, sob a orientação do professor Francisco Lucas, fazem trabalhos de qualidade, merecedores de destaque e divulgação.
De acordo com o jornal, pretende-se responder à seguinte questão: Até que ponto a utilização da biomassa constitui alternativa aos combustíveis fósseis?
O tema não pode ser mais actual e a investigação conta com a colaboração da professora Jesuína Segurado (na produção de biodiesel), da professora Carmen Fonseca (no contacto com a empresa Valnor) e do professor António Monteiro (na disponibilização de um kart).
Os alunos são o Gonçalo Peralta, a Ana Sofia Caldeira, a Andreia Gouveia, o Tiago Gaspar, o Pedro Henriques e o Bruno Silva.
Por boas razões, é bom ser notícia!
domingo, dezembro 07, 2008
Biologia e Geologia da "Jorge Peixinho" foi 52ª!
Ensino Básico
A média nacional para o conjunto das duas disciplinas foi de 3,08 (escala de 1 a 5) e, para as 1292 escolas (públicas e privadas), os resultados divulgados pelo Público foram os seguintes:
Escola | Provas | Média | Rank 1 | Rank 2 |
| EB 2,3 El-Rei D. Manuel I - Alcochete | 291 (270) | 2,86 (2,57) | 918 (784) | 830 (712) |
| Escola Secundária Jorge Peixinho - Montijo | 338 (338) | 3,22 (2,83) | 350 (310) | 294 (273) |
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - Montijo | 274 (238) | 2,72 (2,58) | 1093 (764) | 993 (693) |
EB 2,3 Pegões - Montijo | 80 (125) | 2,78 (2,47) | 1031 (983) | 935 (859) |
Rank 1 - Ranking de todas as escolas. Rank 2 - Ranking das escolas com 50 ou mais exames. Entre parêntesis, referem-se os dados de 2007.
Algumas notas:
- Só a ES Jorge Peixinho supera a média nacional.
- Todas as escolas superaram as médias de 2007 mas...
- Todas as escolas baixam a sua posição no ranking!
Ensino Secundário
O ranking do Público refere-se às 604 escolas (487 públicas) com exames de Português, Matemática A, Biologia e Geologia, Física e Química A, Geografia A, História A, Matemática aplicada às Ciências Sociais e Economia A. A média nacional das oito disciplinas foi de 11,10 (escala de 1 a 20).
Este jornal registou os seguintes resultados:
| Escola | Rank 1 | Rank 2 | Provas | Dif. Nota Int. / Exame | Classif Exames |
| Escola Secundária Jorge Peixinho - Montijo | 157 (197) | 102 | 269 (279) | 2,30 (3,55) | 11,52 (10,36) |
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - Montijo | 434 (468) | 335 | 159 (146) | 2,69 (3,84) | 10,26 (8,92) |
| Escola Secundária de Alcochete | 456 (445) | 357 | 249 (243) | 2,99 (3,94) | 10,10 (9,05) |
Rank 1 - Ranking de todas as escolas. Rank 2 - Ranking das escolas públicas. Entre parêntesis, referem-se os dados de 2007.
Vale a pena registar os dados do Público, relativos à disciplina de Biologia e Geologia da ES Jorge Peixinho: Média 12,2, Ordem no Ranking 52, Nº de Provas 55, Dif. Nota Int e Exames 2,33, Nota Máxima 19,5, Nota Mínima 3,5. É justo destacar o contributo dos alunos da minha turma do 12ºA para estes resultados.
O Expresso compara a posição das escolas nos últimos três anos e a classificação interna com a classificação nos exames e utiliza as classificações de todas as provas dos alunos internos.
Retirámos valores do "ranking" das 483 escolas com mais de 100 provas realizadas:
| Escola | Rank 2008 | Rank 2007 | Rank 2006 | Provas | Classif Interna | Classif Exames |
| Esc Sec J. Peixinho - Montijo | 165 | 170 | 249 (347) | 328 | 13,80 (13,97) | 11,25 (10,45) |
| Esc Sec de Alcochete | 367 | 402 | 431 (376) | 265 | 13,20 (13,14) | 10,27 (9,28) |
| Esc Sec P. Joaquim Serra | 369 | 389 | 430 (423) | 159 | 12,96 (13,11) | 10,26 (9,08) |
Entre parêntesis, referem-se os dados do ano anterior.
Algumas notas:
- Só a ES Jorge Peixinho superou a média nacional.
- No ranking do Expresso, todas as escolas progridem; no Público, a ES de Alcochete regride ligeiramente.
- As diferenças entre a nota interna e de exame baixam em todas as escolas, não atingindo 3 valores de média.
sexta-feira, novembro 14, 2008
Rectificação da Notícia do "Correio do Montijo"
Com grande destaque de primeira página, O "Correio do Montijo" publicou hoje uma notícia com o título "Escola Secundária Jorge Peixinho - Professores querem suspensão da avaliação".
Na referida notícia, refere-se que eu teria apresentado uma proposta para solicitar a suspensão do processo de avaliação dos docentes ao Ministério da Educação, bem como algumas imprecisões sobre a minha opinião sobre esta problemática.
Como sabem todos os que estiveram presentes no plenário, eu não apresentei qualquer proposta e a minha posição foi apresentada no debate e reproduzida, depois, numa declaração que consta da mensagem "A Avaliação do Desempenho dos Docentes - A Minha Declaração", deste blogue.
Foi já pedida a devida rectificação.
quinta-feira, novembro 13, 2008
Avaliação de Desempenho dos Docentes - Ainda o Memorando de Entendimento
No plenário a que me referi na mensagem anterior, ouviram-se algumas vozes discordantes quando disse que este modelo de avaliação "...parece, até mereceu a concordância dos sindicatos, para vigorar durante o presente ano lectivo".
Vale a pena ler os dois pontos do memorando de entendimento, assinado pelo Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores, no passado mês de Abril, que se referem à avaliação de desempenho a decorrer no ano lectivo de 2008-2009:
"4. Com o objectivo de garantir o acompanhamento, pelas associações sindicais representativas do pessoal docente, do regime de avaliação de desempenho dos Professores, proceder-se-á até ao final de Abril à constituição de uma comissão paritária com a administração educativa, que terá acesso a todos os documentos de reflexão e avaliação do modelo que venham a ser produzidos pelas escolas e pelo Conselho Científico da Avaliação de Professores.
Compete a esta comissão paritária, tendo em sua posse a documentação referida e outra que considere adequada, preparar a negociação das alterações a introduzir ao modelo de avaliação.
Estabelecer-se-ão as regras que permitam a participação ou audição de peritos indicados pelas associações representativas do pessoal docente em reuniões do Conselho Científico da Avaliação de Professores, a sua solicitação ou a convite da sua presidente.
5. Durante meses Junho e Julho de 2009 terá lugar um processo negocial com as organizações sindicais, com vista à introdução de eventuais modificações ou alterações, que tomará em consideração a avaliação do modelo, os elementos obtidos até então no processo de acompanhamento, avaliação e monitorização de primeiro ciclo de aplicação, bem como as propostas sindicais."
É muito claro que, implicitamente, a Plataforma Sindical concordou que este modelo fosse aplicado durante este ano lectivo!
Deveriam, na altura, os sindicatos ter capacidade para negociar (e não lhes faltaram apoios!) um modelo mais simplificado, menos burocratizante e com menos subjectividades, pelo menos nos primeiros anos de vigência, em que nos falta uma habituação, uma prática, uma cultura de avaliação.
A suspensão, que o Ministério deveria permitir, seria exclusivamente para simplificar o modelo e poderia não ser impeditivo de ser aplicado ainda este ano lectivo.
quarta-feira, novembro 12, 2008
Avaliação do Desempenho dos Docentes - A Minha Declaração
No âmbito de um plenário de professores realizado hoje na Escola Secundária Jorge Peixinho, no ponto destinado à avaliação de desempenho dos docentes, apresentei a seguinte declaração, que resume a minha posição sobre a matéria:
"Concordo com a avaliação de desempenho dos professores como prática imprescindível para a melhoria da Escola e de cada um dos docentes; compreendo que, inevitavelmente, tenha também de ser um instrumento que permita distinguir o mérito e que tenha reflexos na progressão na carreira docente.
No entanto, o modelo de avaliação deveria ser simplificado, menos burocratizante e, pelo menos numa primeira fase, redutor de subjectividades propiciadoras de conflitos que em nada beneficiarão o clima de escola, que se pretende o mais harmonioso possível. O modelo não pode também ser desgastante, sob pena de se tornar contraproducente, ao contribuir para a redução substancial do tempo disponível para a preparação individual das actividades lectivas.
Penso que esta é, também, a opinião da maioria dos docentes. No entanto, é este o modelo que temos e que, parece, até mereceu a concordância dos sindicatos, para vigorar durante o presente ano lectivo!
Não terá, aqui, validade, uma posição colectiva apoiando um boicote ao processo de avaliação, a não ser que seja tomada pela unanimidade dos docentes da escola; um único docente que pretenda ser avaliado, obrigará à sua implementação pelo órgão de gestão.
Neste contexto, sem prejuízo de uma tomada de posição favorável à suspensão do processo (com a qual concordo) a enviar ao Ministério da Educação, não me parece que reste outra saída que não a de o Conselho Executivo criar as condições mínimas, indispensáveis ao cumprimento da legislação em vigor, de forma a proporcionar a cada docente o direito de ser avaliado. Deverá ser encontrada a forma mais simples e desburocratizada que o modelo permita.
Caso o Conselho Executivo não encontre as condições mínimas para pôr em prática a avaliação de desempenho dos professores, deverá, com objectividade, comunicar tal facto ao Conselho Geral Transitório e ao Ministério da Educação, de modo a justificar a não implementação da referida avaliação."
Foi aprovada, por maioria, a suspensão do processo de avaliação, em alternativa a outra proposta que defendia o pedido de suspensão do processo, a enviar ao Ministério da Educação.
sábado, novembro 08, 2008
Sabiam que... a Escola Secundária Jorge Peixinho foi galardoada com a Bandeira Verde do Programa Eco-Escolas?!
Pois é, provavelmente não!!
O Programa Eco-Escolas existe há doze anos em Portugal. Teve a participação de cem escolas nos três primeiros anos e, actualmente, entre escolas públicas e privadas, já são oitocentas!
Sensibilizar alunos, professores e comunidade em geral para as boas práticas ambientais e ecológicas são os requisitos para a atribuição da Bandeira Verde e só acontece depois de avaliado o projecto desenvolvido na escola, pelo menos um ano depois da sua implementação.
Na Escola Secundária Jorge Peixinho, o projecto foi coordenado pela Dr.ª Maria de Jesus Ribeiro e os temas trabalhados foram a água, a energia, os resíduos, as alterações climáticas e a agricultura biológica. Foram realizadas várias actividades, nas quais se incluem sessões de sensibilização realizadas por algumas turmas envolvidas no projecto, na Escola Básica 2,3 D. Pedro Varela e numa escola de primeiro ciclo do ensino básico, assim como a realização de cartazes e panfletos, com o objectivo de sensibilizar e informar como utilizar os recursos naturais de forma sustentável.
Pois é, é muito provável que não soubessem!!
E a Bandeira Verde? Onde está ela?
Felicitações à Escola, à Drª Maria de Jesus e a todos os professores e alunos envolvidos.
quarta-feira, julho 30, 2008
Escola Secundária Jorge Peixinho, 12.º Ano Turma A, 2007-2008 - Para Recordar!
Acabaram os exames. Na globalidade, os resultados de Biologia e Geologia dos meus alunos corresponderam às minhas boas expectativas!
Vejamos:
| CIF | CE | MCE | ||||
| Min | Máx | Med | Min | Máx | Med | |
| 12 | 19 | 16,3 | 8 | 20 | 14,4 | 10,5 |
CIF - Classificação Interna Final
CE - Classificação dos Exames Nacionais
MCE - Média Nacional da Classificação dos Exames
Considerando que a CIF integra não só a classificação de seis testes, mas também a participação, comportamentos e atitudes dos alunos ao longo do ano e uma componente prático-experimental com peso de 30%, a diferença de 1,9 valores da CIF para a CE poderá ser considerada boa.
A CE superou a MCE em 3,9 valores: resultado muito bom!
Vale a pena saber quem são: André Barroso, André Falcão, André Chambel, Andreia Alvarez, Armando Garine, Diogo Freitas, Filipa Marujo, Inês Santos, Inês Chibeles, João Correia, Luís Campos, Marcelo Prates, Mónica Baeta, Pedro Correia, Rita Oliveira, Rui Rodrigues, Sara Carapeta, Tiago Rebelo e Tiago Patacas.
Uma turma para recordar! Trabalhei com eles nos dois últimos anos lectivos, com prazer e resultados. Alunos de comportamento e atitudes exemplares; participação muito boa, com discussões de qualidade e pertinência! Assim, vale a pena! Bom trabalho!
O meu abraço para todos eles, que estão de parabéns! Mas também para pais e encarregados de educação e para os professores que, desde o primeiro ciclo do ensino básico, contribuíram decisivamente para a sua formação!
Estou certo que vão ser cidadãos de sucesso no ensino superior e nas suas profissões. Sejam felizes e sempre bons naquilo que façam.
Boas férias!
sexta-feira, julho 25, 2008
Montijo e Alcochete com Ciência Viva
Pelo segundo ano consecutivo, realizam-se três acções do Ciência Viva aqui bem perto:
- As Areias Contam a sua História, na Praia dos Moinhos - Alcochete;
- GeoBioDiversidade na Margem do Estuário, no Sítio das Hortas - Alcochete;
- Fósseis no Supermercado, no Forum Montijo - Montijo.
A "culpada" é a Dra. Maria de Jesus Ribeiro, impulsionadora da participação da Escola Secundária Jorge Peixinho e responsável pelas duas primeiras acções.
Estas acções, cuja divulgação pode ser consultada no sítio da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica Ciência Viva, são de grande qualidade e mérito na divulgação da ciência e prestigiam o Montijo e a sua Escola Secundária Jorge Peixinho, como entidade organizadora e com o envolvimento da Dra. Maria de Jesus e do Dr. Nuno Martins, meus colegas do Grupo de Biologia e Geologia desta escola.
Os meus parabéns à Maria de Jesus e ao Nuno.
Já pensaram que, cada vez que vão ao Forum Montijo, podem estar a pisar fósseis com mais de 65 milhões de anos?! Então inscrevam-se no sítio da net e vão lá no próximo dia 27 de Julho, pelas 15 horas, e saibam tudo!
quarta-feira, julho 02, 2008
Escola Secundária Jorge Peixinho - 50 Anos nos Trilhos da Pedagogia
Pelo decreto n.º 41258, do Ministério da Educação Nacional, foi criada, a 10 de Setembro de 1957, a Escola Industrial e Comercial de Montijo.
A "minha" Escola fez 50 anos no passado dia 10 de Setembro de 2007!
Realizaram-se recentemente dois actos comemorativos: a apresentação da edição da Câmara Municipal de Montijo, Nos Trilhos da Pedagogia - De Aldeia Galega a Montijo (1772 - 2008), da autoria do Dr. Joaquim Carreira Tapadinhas, e o jantar do passado dia 13 de Junho.
Nos Trilhos da Pedagogia – De Aldeia Galega a Montijo (1772 – 2008) é apresentada como uma edição comemorativa do cinquentenário da Escola e, como refere o Dr. Luís Graça no prefácio, “faz o inventário das principais situações de ensinança que foram acontecendo, no concelho de Montijo, ao longo dos tempos… e, por isso, estamos na presença de pilar incontornável para a história do enriquecimento académico desta terra transtagana.”
Não poderia deixar de referir esta efeméride da minha Terra e da minha Escola! A, hoje, Escola Secundária Jorge Peixinho é uma instituição que deve ser prestigiada pelo papel de grande relevo que, ao longo destes anos, desempenhou, na formação de muitos cidadãos montijenses e de outras paragens!
Muitos professores e funcionários, administrativos e auxiliares, e alunos foram construindo esta nossa Escola. Merece, contudo, referência especial o Eng. José Francisco dos Santos, actual Presidente da Junta de Freguesia de Montijo, que presidiu vinte anos ao Conselho Directivo, com competência, grande empenho e dedicação! Por seu intermédio, a Escola Secundária Jorge Peixinho também participou activamente na criação da actual Escola Secundária Poeta Joaquim Serra e da Escola Profissional de Montijo!
Agora com a participação mais activa de pais, autarquias e comunidade, o passado exige que a Escola Secundária Jorge Peixinho saiba responder cabalmente aos grandes desafios da Educação, às suas novas e difíceis exigências, e continuar a sua relevante e insubstituível função de integrar e formar cidadãos livres e competentes, para o Montijo, para Portugal e para a Europa.
Um abraço ao Dr. Joaquim Tapadinhas, professor, historiador e estudioso do Montijo; figura incontornável da história da nossa Terra que, com a sua presença e a sua obra, deu brilho e dignificou este cinquentenário.
As minhas felicitações à Dr.ª Maria do Rosário Prates, Presidente da Assembleia, órgão de direcção da Escola, ao Eng. António Castel-Branco, Presidente do Conselho Executivo, e à Dr.ª Delminda Assunção, Presidente do Conselho Pedagógico; a toda a comunidade educativa, à qual tenho orgulho em pertencer.
Nova versão da mensagem anterior, publicada em "Montijo em Notícia" de 2008.07.01
domingo, junho 15, 2008
Escola Secundária Jorge Peixinho - 50 Anos!
Pelo decreto n.º 41258, do Ministério da Educação Nacional, foi criada, a 10 de Setembro de 1957, a Escola Industrial e Comercial de Montijo.
A "minha" Escola fez 50 anos no passado dia 10 de Setembro de 2007!
Realizaram-se recentemente dois actos comemorativos: a apresentação da edição da Câmara Municipal de Montijo, comemorativa deste cinquentenário, Nos Trilhos da Pedagogia - De Aldeia Galega a Montijo (1772 - 2008), da autoria do Dr. Joaquim Carreira Tapadinhas, e o jantar do passado dia 13 de Junho.
Não poderia, aqui, deixar de referir esta efeméride da minha Terra e da minha Escola! A, hoje, Escola Secundária Jorge Peixinho é uma instituição que deve ser prestigiada pelo papel de grande relevo que, ao longo destes anos, desempenhou, na formação de muitos cidadãos montijenses e de outras paragens!
Muitos professores e funcionários, administrativos e auxiliares, e alunos foram construíndo esta nossa Escola. Merece referência especial o Eng. José Francisco dos Santos, actual Presidente da Junta de Freguesia de Montijo, que presidiu vinte anos ao Conselho Directivo, com competência, grande empenho e dedicação!
Agora com a participação mais activa de pais, autarquias e comunidade, o passado exige que a Escola Secundária Jorge Peixinho saiba responder cabalmente aos grandes desafios da Educação, às suas novas e difíceis exigências, e continuar a sua relevante e insubstituível função de integrar e formar cidadãos livres e competentes, para o Montijo, para Portugal e para a Europa.
Um abraço ao Dr. Joaquim Tapadinhas, professor, historiador e estudioso do Montijo, figura incontornável da história da nossa Terra que, felizmente, se associou a este cinquentenário.
As minhas felicitações à Dr.ª Maria do Rosário Prates, Presidente da Assembleia, órgão de direcção da Escola, ao Eng. António Castel-Branco, Presidente do Conselho Executivo, e à Dr.ª Delminda Assunção, Presidente do Conselho Pedagógico; a toda a comunidade educativa, à qual tenho orgulho em pertencer.