sábado, novembro 04, 2006

Nasceu o Clube de Política de Montijo!

A 28 de Outubro de 2006, nasceu o Clube de Política de Montijo!
Um grupo de militantes do Partido Socialista, com vontade de debater ideias e temas de interesse para o Montijo, mas também de âmbito regional e nacional, ampliando a sua participação cívica e motivando outros militantes e simpatizantes do PS e montijenses em geral, decidiu constituir o Clube de Política de Montijo; faço parte desse grupo de fundadores.
Nesse mesmo dia 28, realizou-se a primeira iniciativa, debatendo um tema de grande preocupação para todos os Montijenses e também para a população do concelho vizinho de Alcochete - o possível encerramento das urgências do Hospital de Montijo (e do próprio Hospital?).
Outras iniciativas se seguirão para as quais esperamos a participação de todos.
Para já, podem participar e seguir as nossas actividades no blog http://clubepoliticamontijo.blogspot.com, ontem inaugurado.
Actividades e êxitos para o Clube!

segunda-feira, outubro 23, 2006

Ainda os Rankings...

No post anterior refiro dados de dois órgãos de comunicação social: PÚBLICO.PT e SIC Online; os resultados, como podem verificar, são diferentes.
O PÚBLICO.PT baseia-se nos resultados de todas as provas de 8 disciplinas; a SIC Online utiliza resultados das provas dos alunos internos, de 12 disciplinas. Assim, serão mais relevantes os resultados apresentados pela SIC Online.

A SIC Online acabou de publicar um ranking baseado na média ponderada dos exames nacionais do 12º ano nas escolas com mais de 100 exames em cada ano, entre 2001 e 2006.
Num total de 458 escolas, incluindo apenas alunos internos e excluindo melhorias de nota, as escolas do Montijo estão assim:
Escola Secundária Jorge Peixinho - 368ª, com 9,52 de média dos seis anos;
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - 451ª, com 8,39 de média dos seis anos.

Nos últimos três anos, foi esta a evolução de médias e posições:
Esc. Sec. Jorge Peixinho - 8,60, 449ª (2004); 9,58, 380ª (2005); 10,43, 205ª (2006);
Esc. Sec. Poeta Joaquim Serra - 7,15, 520ª (2004); 9,60, 377ª (2005); 8,80, 461ª (2006).

Registe-se.
Podem ver tudo em http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/especiais/ranking+escolas+2006/.

sábado, outubro 21, 2006

Escolas Secundárias - Rankings 2006

Os rankings valem o que valem e não devem deixar de ser lidos considerando o contexto social de cada estabelecimento de ensino.
Com todas as cautelas que se aconselham para a sua leitura, penso que têm a sua utilidade como um dos vários indicadores de qualidade e de evolução das práticas e, principalmente, como motivo de reflexão interna em cada uma das escolas, conducente a uma eventual reorientação de estratégias e metas para melhorar as suas prestações.
Como sabemos, cada órgão de comunicação social constrói os seus rankings, com base nos dados divulgados pelo Ministério da Educação.
Demos uma vista de olhos por alguns dos rankings hoje divulgados, de onde destaco alguns resultados, de um total de 587 escolas secundárias.

Em PÚBLICO.PT:

Posição:
Escola Secundária Jorge Peixinho - 329
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - 468
Escola Secundária de Alcochete - 492

Média:
Escola Secundária Jorge Peixinho - 10,0
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - 9,2
Escola Secundária de Alcochete - 9,0

Diferença Nota Interna/Exame:
Escola Secundária Jorge Peixinho - 3,11
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - 3,24
Escola Secundária de Alcochete - 4,67

Biologia - Posição:
Escola Secundária Jorge Peixinho - 36
Escola Secundária de Alcochete - 401
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - 434

Biologia - Média:
Escola Secundária Jorge Peixinho - 12,8
Escola Secundária de Alcochete - 9,8
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - 9,4

Biologia - Diferença Nota Interna/Exame:
Escola Secundária Jorge Peixinho - 0,85
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - 3,48
Escola Secundária de Alcochete - 4,01

Em SIC Online:

Posição:
Escola Secundária Jorge Peixinho - 204
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - 458
Escola Secundária de Alcochete - 465

Média:
Escola Secundária Jorge Peixinho - 10,43
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - 8,80
Escola Secundária de Alcochete - 8,67

Diferença Nota Interna/Exame:
Escola Secundária Jorge Peixinho - 2,61
Escola Secundária Poeta Joaquim Serra - 3,44
Escola Secundária de Alcochete - 4,77

Biologia 602 - Melhores do Distrito de Setúbal (44 Escolas):
1 - Escola Secundária Jorge Peixinho (Montijo) - 13,74
2 - Escola Secundária Sebastião da Gama (Setúbal) - 13,12
3 - Escola Secundária Daniel Sampaio (Almada) - 12,87
4 - Escola Secundária Augusto Cabrita (Barreiro) - 12,85
5 - Escola Secundária de Bocage (Setúbal) - 12,28

Cada um fará a sua leitura, mas, embora seja suspeito, não posso deixar de destacar a posição nacional (36º) e distrital (1º) da Biologia da Escola Secundária Jorge Peixinho, bem como a fiabilidade da sua classificação interna final (Diferença Nota Interna/Exame de 0,85)!
Na globalidade dos resultados, a Escola Secundária Jorge Peixinho também progride relativamente a anos anteriores.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Professores - Parte da Solução e não do Problema

"...os professores têm de fazer parte da solução e não do problema. O que é preciso é perceber que, como em qualquer profissão, há bons e maus professores, ou maus profissionais."
Pois é, não posso estar mais de acordo!
A afirmação é do Professor Marçal Grilo, numa entrevista, publicada no "Público" de hoje, que vale a pena ler.
E penso que, independentemente de concordar ou discordar, mais ou menos, com uma ou outra proposta de alteração do Estatuto da Carreira Docente, a grande questão é que a Sra. Ministra e a sua equipa ministerial têm estado longe de nos conseguirem fazer crer que pensam inequivocamente assim.
A "guerra" que se vive actualmente na Educação tem (não exclusivamente mas) muito a ver com o discurso e a postura adoptada.
Com os professores e não contra!

terça-feira, agosto 29, 2006

"Biologia" e "Biologia e Geologia" - Os Resultados

Pois é... acabaram-se as férias! Vamos ao trabalho.
Analisando os resultados dos exames dos meus alunos, registo:

Biologia e Geologia (11º Ano)
Média das Classificações Internas Finais (CIF) - 12,3
Média das Classificações das Provas de Exame (CE) - 9,6
Média Nacional da Classificações das Provas de Exame (MCE) - 9,7
Classificação Mínima das Provas de Exame - 5
Classificação Máxima das Provas de Exame - 17
A diferença de 2,7 valores entre a CIF e a CE parece-me razoável; aliás, considero que uma diferença até 4 valores poderá ser "aceitável", atendendo a que a CIF integra, não só resultados de cinco ou seis testes, mas também itens relacionados com a participação, comportamentos e atitudes do aluno ao longo de um ano, enquanto que o exame é resultado de uma prestação de 120 minutos!
A CE, não sendo boa, atinge a positiva e situa-se ao nível da MCE.

Biologia (12º Ano)
Média da Classificação Interna Final (CIF) - 13,4
Média das Classificações das Provas de Exame (CE) - 13,2
Média Nacional das Provas de Exame (MCE) - 10,4
Classificação Mínima das Provas de Exame - 7
Classificação Máxima das Provas de Exame - 17
Considero muito boa a diferença de 0,2 valores entre a CIF e a CE.
A CE superou em 2,8 valores a MCE! Bom resultado!
Foram alunos com quem trabalhei desde o 10º ano e estou satisfeito com os resultados. Um grande abraço para eles e votos de felicidades e êxitos escolares e profissionais!

Principalmente no que diz respeito às provas de Biologia e Geologia que, para além de dizerem respeito a programas novos, apresentaram um grau de dificuldade significativo e um modelo substancialmente diferente de anos anteriores, é, para mim, incompreensível que não tenham sido divulgadas, previamente, provas-modelo para orientação de alunos e professores!

Com melhor contexto escolar, professor mais competente e mais empenho dos alunos, os valores absolutos poderiam sempre ser melhores, mas estou globalmente satisfeito.
Missão cumprida. Tentando sempre melhorar, venha o "2006-2007"!
Bom trabalho para todos os colegas.

sábado, julho 08, 2006

O Estatuto da Carreira Docente em Debate

Visitámos, então, a proposta de alteração ao ECD, divulgada pelo Ministério da Educação.Duas observações prévias à breve apreciação do documento:
1. Registamos a coragem política da actual equipa governativa para mexer substancialmente na educação, em matérias complexas e que, inevitavelmente, provocam insatisfação, principalmente na classe docente; estatuto e outros diplomas que tiveram o seu tempo e que hoje, face aos tempos exigentes que correm, obrigam a necessária actualização, que outros, privilegiando a obtenção de votos, optaram por não alterar;
2. Destacamos a forma inadequada como têm sido divulgadas reformas tão profundas como as que nos estamos a confrontar. Acreditando que não terá sido objectivo do Governo afrontar a classe docente, é essa, no entanto, a imagem que tem passado! Parece-nos de uma enorme inabilidade política a forma como o Ministério tem permitido que a comunicação social divulgue as diversas medidas, consubstanciando quase sempre uma agressão aos professores, que em nada favorecem a obtenção dos resultados que se pretende.

No que diz respeito a alguns dos pontos da proposta:

Art.ºs 38º e 109º - A regulamentação das dispensas de serviço docente para actividades de formação deverá ser compatível com a necessidade das 25 horas anuais para a progressão, já que não nos parece fácil compatibilizar os horários da formação com a componente não lectiva dos docentes de uma mesma turma;

Art.ºs 43º e 44º - Tal como está previsto, o processo de avaliação dos docentes, com periodicidade anual, representará uma sobrecarga de serviço para os avaliadores que, forçosamente, gerará constrangimentos no funcionamento da organização escolar; um coordenador de um departamento com 20 docentes terá de assistir a 60 aulas por ano! A direcção executiva terá, em muitos casos, mais de uma centena de docentes para avaliar, anualmente!

Art.º 46º 2-b) - Como irão ser ponderados os resultados escolares dos alunos? Parece-nos um indicador com grandes riscos na sua aplicabilidade: como todos sabemos, nem sempre melhores níveis de avaliação dos alunos corresponderão a uma melhor prestação do docente e poder-se-á correr o risco de ver notas inflacionadas para corresponder a uma melhor avaliação do docente!

Art.º 46º 2-c) - Da mesma forma, a taxa de abandono escolar deverá merecer uma ponderação adequada: não deverá ter um mesmo efeito nos ensinos básico e secundário. Por exemplo: como sabemos, nos anos sujeitos exame nacional do ensino secundário, com linhas programáticas de conteúdos mais exigentes, é com alguma frequência que o aluno anula a sua matrícula para se propor a exame como externo. Será isto indicador de menor prestação do docente?!

Art.º 46º 2-h) e 3 - Ao contrário de muitos colegas, não me choca que os pais possam fazer uma apreciação do meu trabalho e até a vejo com alguma utilidade pessoal mas, só com o que vem mencionado na proposta, tenho algumas dúvidas sobre a aplicabilidade deste indicador:
1. Que pais poderão participar? Todos?! Ou exige-se que tenham um determinado envolvimento na vida escolar?
2. Que itens constarão da ficha modelo a ser preenchida?
Também não me parece muito válido o argumento de que, sendo os pais parte interessada, não deveriam participar no processo, uma vez que não se trata de julgar ninguém mas sim de uma apreciação de alguns aspectos de um serviço educativo prestado ao seu educando. De resto, sendo apenas um dos onze indicadores de classificação, sujeito ainda a ponderação pelo conselho executivo, não me parece determinante;


Art.º 47º 3 - Não concordamos com percentagens máximas de atribuição de classificações de Muito Bom e Excelente! Faça-se uma avaliação justa e exigente, atribuindo a todos as mesmas oportunidades;


Art.º 47º 6 - Só 3% do serviço lectivo para faltas por doença de curta duração e por conta de férias parece-nos muito pouco! Um exagero! Compreendemos que não se poderia manter a actual situação de podermos faltar por conta das férias quase sempre que quiséssemos e sem qualquer justificação, e por atestado médico de curta duração sem qualquer outra implicação; mas parece-nos "passar de 8 para 99"!

Art.º 54º - Não nos parece compatível com a filosofia da proposta de valorizar as competências e o desempenho dos docentes, o facto de valorizar tão pouco o grau académico de doutor e de nem sequer mencionar o grau de mestre! Não concordamos;

Art.º 79º - A redução da componente lectiva do horário de trabalho não deveria determinar o acréscimo correspondente da componente não lectiva. Como se justifica então que a idade determine essa redução?! Estou convicto que muitos preferem não ter a redução! Será?


Disposições transitórias e finais - Art.º 10º - Os docentes que se encontram actualmente posicionados nos 9º e 10º escalões da carreira não deveriam ocupar as vagas de professor titular a serem criadas, sob pena dos docentes hoje posicionados nos escalões inferiores verem vedado o seu acesso a esta nova categoria docente durante bons anos! Seriam colocados em vagas supranumerárias que se extinguiriam à medida que fossem vagando; a não ser assim, que motivação resta aos docentes para a ascensão aos lugares de topo da carreira?

Trata-se de uma primeira e breve abordagem, não exaustiva, da proposta do governo, que espero, possa, nesta fase de debate e negociação, vir a sofrer alterações mais ou menos significativas.

segunda-feira, julho 03, 2006

"Biologia" e "Biologia e Geologia" em Exame

Terminada a 1ª fase dos exames nacionais, temos opiniões diferentes quanto às provas de Biologia - 602 (12º ano) e Biologia e Geologia (11º ano).
Pela primeira vez se testaram os conhecimentos dos alunos a quem foram leccionados os conteúdos das novas linhas programáticas destas disciplinas, assim como se adoptaram novos critérios gerais de correcção, menos penalizadores para os alunos, enquadrando-se as respostas num determinado nível de desempenho que pode contemplar conteúdos específicos, organização lógico-temática, utilização de linguagem científica e competências de comunicação em língua portuguesa. A prova de Biologia e Geologia aborda matéria de dois anos lectivos (10º e 11º anos)!
Havia alguma expectativa, de alunos e professores, quanto ao tipo e nível de dificuldade das provas, esperando-se que apelassem à integração de conhecimentos e à sua aplicação a novas situações, exigindo bons níveis de compreensão dos conteúdos.
Consideramos que a prova de Biologia (12º ano) correspondeu às nossas expectativas; bem elaborada, equilibrada e, sem ser uma prova fácil, com aceitável nível de dificuldade.
No que diz respeito à Biologia e Geologia (11º ano), parece-nos uma prova com um grau de dificuldade superior, exigindo conhecimentos de conteúdos que deveriam merecer referência objectiva no programa da disciplina!
Quantos professores terão abordado, nas suas aulas, a hipótese das pontes continentais?!
Talvez alguns geólogos mais "exploradores", mas o tempo nem sequer era muito!
Os itens de resposta aberta exigiam a tal boa compreensão dos conteúdos e boa capacidade de integrar os conhecimentos numa mesma resposta. Já esperávamos, mas que foram "mauzinhos", é verdade!
Os resultados confirmarão, ou não, a nossa apreciação.
PS - A propósito: penso que, só em caso de absoluta impossibilidade, o professor de Biologia e Geologia do 10º ano poderá deixar de dar continuidade ao seu trabalho no 11º ano, com a mesma turma.

quarta-feira, junho 07, 2006

Pais Contratam Encarregados de Educação!

O Estatuto da Carreira Docente está em debate. A proposta do Ministério traz alterações significativas que devem merecer a nossa melhor atenção, debate e propostas de alteração.
A avaliação dos docentes pelos pais tem sido manchete de quase toda a comunicação social. Sobre o assunto, tenho intenção de escrever alguma coisa dentro de dias.
Li o "Público" do passado domingo, 2006.06.04, onde, na página 6, numa reportagem de Bárbara Wong com o título "Professores dizem que pais não estão preparados para os avaliar", a certa altura se lê:
"Há mesmo uma associação [de pais] - a do agrupamento Eng. Duarte Pacheco, Loulé, que tem 830 alunos -, em que a presidente só tem uma filha na escola, mas é encarregada de educação de 20 miúdos. "Os pais demitem-se e pagam-lhe um tanto por mês para ela lutar pelos interesses dos alunos. É uma pessoa muito participativa", aponta o presidente Carlos Fernandes."
Será possível isto acontecer?!!
Na letra da lei, talvez não se vislumbre impedimento. Acredito que não terá passado pela cabeça do legislador.
Aqui fica, para conhecimento e para quem quiser comentar.
E esta!!...

sexta-feira, maio 19, 2006

"Administração Educacional"

A "Administração Educacional" é uma publicação anual do Fórum Português de Administração Educacional (FPAE).
No passado dia 11.05.2006 saiu o nº 5, referente ao ano de 2005, onde é publicado um artigo da minha autoria com o título "A Participação do Poder Local na Administração da Educação: Relação Escola-Autarquia", baseado na investigação da minha dissertação de mestrado, com algumas actualizações.
Entre outros de grande interesse que a revista publica, "A Segurança na Gestão Educacional: Um Estudo de Caso" é um artigo subscrito por Rosa Ferreira e Victor Ramalho, colegas da minha Escola Secundária Jorge Peixinho e da Escola Básica 2, 3 de Luisa Todi, respectivamente.
Para mais informações sobre a actividade do FPAE e as suas publicações, poderão consultar http://www.fpce.ul.pt/org/fpae.

segunda-feira, abril 17, 2006

Substituições

A matéria em título tem suscitado grande polémica e instabilidade nas escolas, particularmente em relação à classe docente e aos alunos.
Os professores manifestam grande insatisfação que, inevitavelmente, afecta o seu rendimento, com prejuízos significativos para o processo ensino-aprendizagem.
Os alunos, quando não são informados explicitamente (e nem sempre da melhor forma) pelos professores, apercebem-se, mesmo assim, da instabilidade que se tem vivido, motivando insatisfação e, por vezes, indisciplina!
Parece-me que, agora, passada a grande reacção inicial, caracterizada por reacções mais ou menos "violentas" e de grande emotividade, poderão estar criadas condições para, com racionalidade, emitirmos opiniões mais serenas e ponderadas.
Parece-me que a reacção, hoje, será muito mais em relação à estratégia utilizada do que propriamente em relação à medida em si, que, não sendo consensual na classe docente, parece-me obter já algumas simpatias.
Em sede da estratégia, o governo, acredito que sem intenção, lança a medida de modo apressado, com discurso em grande parte suportado, desnecessariamente, no corporativismo e laxismo dos professores; alterando primeiro o Estatuto da Carreira Docente (evitando o benefício do infractor), dando maior prazo para a implementação da medida e fazendo-o com os professores, poderia obter mais resultados.
A escola, agora, por esta via, com a sua autonomia pedagógica significativamente incrementada, poderia ter forçado um prazo maior e suficiente para organizar uma utilização dos recursos humanos docentes adequada e prestigiante da classe docente, e verdadeiramente útil para os alunos, revertendo a medida a seu favor.
As escolas, hoje mais do que nunca, começam a fazer diferença!
Gostava que a minha fosse melhor!
Estou convicto que, de forma diferente e adaptada ao local, a escola, com os seus docentes, poderá e deverá ser melhor.