sexta-feira, julho 25, 2008

Montijo e Alcochete com Ciência Viva

Pelo segundo ano consecutivo, realizam-se três acções do Ciência Viva aqui bem perto:

  • As Areias Contam a sua História, na Praia dos Moinhos - Alcochete;
  • GeoBioDiversidade na Margem do Estuário, no Sítio das Hortas - Alcochete;
  • Fósseis no Supermercado, no Forum Montijo - Montijo.

A "culpada" é a Dra. Maria de Jesus Ribeiro, impulsionadora da participação da Escola Secundária Jorge Peixinho e responsável pelas duas primeiras acções.

Estas acções, cuja divulgação pode ser consultada no sítio da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica Ciência Viva, são de grande qualidade e mérito na divulgação da ciência e prestigiam o Montijo e a sua Escola Secundária Jorge Peixinho, como entidade organizadora e com o envolvimento da Dra. Maria de Jesus e do Dr. Nuno Martins, meus colegas do Grupo de Biologia e Geologia desta escola.

Os meus parabéns à Maria de Jesus e ao Nuno.

Já pensaram que, cada vez que vão ao Forum Montijo, podem estar a pisar fósseis com mais de 65 milhões de anos?! Então inscrevam-se no sítio da net e vão lá no próximo dia 27 de Julho, pelas 15 horas, e saibam tudo!

domingo, julho 06, 2008

Bons Sinais para as Ciências Naturais

Conhecidas que são os primeiros números dos resultados dos exames nacionais do ensino secundário deste ano, registo bons sinais para a Biologia e Geologia e para a Física e Química.

De acordo com o Público, o ME refere que estas são as duas disciplinas em que as correlações entre as classificações internas e externas são mais elevadas: 0,75 para a Física e Química A e 0,76 para a Biologia e Geologia. As médias nacionais também subiram: a Física e Química passou de 7,2 (2007) para 9,3 e a Biologia e Geologia de 9,1 (2007) para 10,5.

No que diz respeito à Biologia e Geologia, a prova desta 1.ª época pareceu-me bem construída, compatível com as provas intermédias que os alunos realizaram durante o ano e com grau de dificuldade adequado.

Se as médias nacionais, embora tenham subido, não serão nada de muito significativo, as boas correlações com as classificações internas são, para mim, motivo de bastante agrado! Esta boa compatibilidade demonstra bom trabalho dos professores na avaliação que fizeram aos seus alunos. Certificam a boa validade da sua avaliação final!

Amanhã, vamos ver resultados individuais e por escola. Está quase!

quarta-feira, julho 02, 2008

Escola Secundária Jorge Peixinho - 50 Anos nos Trilhos da Pedagogia

Pelo decreto n.º 41258, do Ministério da Educação Nacional, foi criada, a 10 de Setembro de 1957, a Escola Industrial e Comercial de Montijo.

A "minha" Escola fez 50 anos no passado dia 10 de Setembro de 2007!

Realizaram-se recentemente dois actos comemorativos: a apresentação da edição da Câmara Municipal de Montijo, Nos Trilhos da Pedagogia - De Aldeia Galega a Montijo (1772 - 2008), da autoria do Dr. Joaquim Carreira Tapadinhas, e o jantar do passado dia 13 de Junho.

Nos Trilhos da Pedagogia – De Aldeia Galega a Montijo (1772 – 2008) é apresentada como uma edição comemorativa do cinquentenário da Escola e, como refere o Dr. Luís Graça no prefácio, “faz o inventário das principais situações de ensinança que foram acontecendo, no concelho de Montijo, ao longo dos tempos… e, por isso, estamos na presença de pilar incontornável para a história do enriquecimento académico desta terra transtagana.”

Não poderia deixar de referir esta efeméride da minha Terra e da minha Escola! A, hoje, Escola Secundária Jorge Peixinho é uma instituição que deve ser prestigiada pelo papel de grande relevo que, ao longo destes anos, desempenhou, na formação de muitos cidadãos montijenses e de outras paragens!

Muitos professores e funcionários, administrativos e auxiliares, e alunos foram construindo esta nossa Escola. Merece, contudo, referência especial o Eng. José Francisco dos Santos, actual Presidente da Junta de Freguesia de Montijo, que presidiu vinte anos ao Conselho Directivo, com competência, grande empenho e dedicação! Por seu intermédio, a Escola Secundária Jorge Peixinho também participou activamente na criação da actual Escola Secundária Poeta Joaquim Serra e da Escola Profissional de Montijo!

Agora com a participação mais activa de pais, autarquias e comunidade, o passado exige que a Escola Secundária Jorge Peixinho saiba responder cabalmente aos grandes desafios da Educação, às suas novas e difíceis exigências, e continuar a sua relevante e insubstituível função de integrar e formar cidadãos livres e competentes, para o Montijo, para Portugal e para a Europa.

Um abraço ao Dr. Joaquim Tapadinhas, professor, historiador e estudioso do Montijo; figura incontornável da história da nossa Terra que, com a sua presença e a sua obra, deu brilho e dignificou este cinquentenário.

As minhas felicitações à Dr.ª Maria do Rosário Prates, Presidente da Assembleia, órgão de direcção da Escola, ao Eng. António Castel-Branco, Presidente do Conselho Executivo, e à Dr.ª Delminda Assunção, Presidente do Conselho Pedagógico; a toda a comunidade educativa, à qual tenho orgulho em pertencer.

Nova versão da mensagem anterior, publicada em "Montijo em Notícia" de 2008.07.01

domingo, junho 15, 2008

Escola Secundária Jorge Peixinho - 50 Anos!

Pelo decreto n.º 41258, do Ministério da Educação Nacional, foi criada, a 10 de Setembro de 1957, a Escola Industrial e Comercial de Montijo.

A "minha" Escola fez 50 anos no passado dia 10 de Setembro de 2007!

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Realizaram-se recentemente dois actos comemorativos: a apresentação da edição da Câmara Municipal de Montijo, comemorativa deste cinquentenário, Nos Trilhos da Pedagogia - De Aldeia Galega a Montijo (1772 - 2008), da autoria do Dr. Joaquim Carreira Tapadinhas, e o jantar do passado dia 13 de Junho.

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Não poderia, aqui, deixar de referir esta efeméride da minha Terra e da minha Escola! A, hoje, Escola Secundária Jorge Peixinho é uma instituição que deve ser prestigiada pelo papel de grande relevo que, ao longo destes anos, desempenhou, na formação de muitos cidadãos montijenses e de outras paragens!

Muitos professores e funcionários, administrativos e auxiliares, e alunos foram construíndo esta nossa Escola. Merece referência especial o Eng. José Francisco dos Santos, actual Presidente da Junta de Freguesia de Montijo, que presidiu vinte anos ao Conselho Directivo, com competência, grande empenho e dedicação!

Agora com a participação mais activa de pais, autarquias e comunidade, o passado exige que a Escola Secundária Jorge Peixinho saiba responder cabalmente aos grandes desafios da Educação, às suas novas e difíceis exigências, e continuar a sua relevante e insubstituível função de integrar e formar cidadãos livres e competentes, para o Montijo, para Portugal e para a Europa.

Um abraço ao Dr. Joaquim Tapadinhas, professor, historiador e estudioso do Montijo, figura incontornável da história da nossa Terra que, felizmente, se associou a este cinquentenário.

As minhas felicitações à Dr.ª Maria do Rosário Prates, Presidente da Assembleia, órgão de direcção da Escola, ao Eng. António Castel-Branco, Presidente do Conselho Executivo, e à Dr.ª Delminda Assunção, Presidente do Conselho Pedagógico; a toda a comunidade educativa, à qual tenho orgulho em pertencer.

domingo, junho 08, 2008

"Educação Hoje"

Saiu a edição de Maio de 2008 da revista Educação Hoje.

Com entrevistas ao ex-ministro da educação, Professor Marçal Grilo e ao psicólogo Professor Eduardo Sá, e uma desenvolvida abordagem à recentemente aprovada Carta Educativa para o Concelho de Montijo, Educação Hoje assume-se como uma publicação de qualidade! Para guardar!

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Confesso que esperei para ver. A evolução qualitativa da revista verificou-se já na edição anterior; confirma-se, agora, nesta edição!

O director é, agora, o meu colega e amigo Dr. Aníbal Fontes, que já tive oportunidade de felicitar.

Ao director, redacção, conselho editorial e restantes colaboradores, bem como à Câmara Municipal de Montijo, que penso ser patrocinadora da revista, endereço os meus parabéns.

quinta-feira, maio 01, 2008

Frente Ribeirinha - Montijo no Seu Melhor!

A Frente Ribeirinha da cidade de Montijo foi inaugurada em 24 de Novembro de 2007.

O "fotógrafo" não é, certamente, favorecedor mas, para quem ainda não conhece, podem crer que vale a pena usufruir!

Vejam alguns aspectos:

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Montijo virado ao Tejo!

Marcas Technorati:

quarta-feira, abril 09, 2008

O Estatuto do Aluno

O Estatuto do Aluno, com as alterações agora introduzidas, não estará ainda em vigor na maioria das escolas; tal só deverá acontecer à medida que os Regulamentos Internos forem sendo alterados, integrando as novas regras.

Pelo impacto que vai produzir, parece-me pertinente uma abordagem mais atenta ao art.º 22º, que diz respeito aos efeitos das faltas. Sempre que um aluno, independentemente da sua natureza, atinja um número total de faltas correspondente ao triplo de tempos lectivos semanais, deve realizar uma prova de recuperação nas disciplinas em que ultrapassou aquele limite. Se tem aprovação na prova, todas as faltas são relevadas e continua o seu percurso normal; no caso de não ser aprovado, pode, por decisão do Conselho Pedagógico, fazer (ainda!) nova prova ou ser retido. Não refere, neste último caso, o que acontece ao aluno mas, na perspectiva da escola pública inclusiva, subjacente à filosofia do documento, o aluno deverá continuar a frequentar as aulas, sabendo, desde logo, que, no próximo ano lectivo, frequentará o mesmo ano de escolaridade.

Conclusões que o aluno poderá tirar:

1. Faltar por doença ou por morte de um familiar chegado (por exemplo), ou porque apetece, tem o mesmo efeito, logo, tem o mesmo valor!

2. Não há necessidade de frequentar as aulas para poder transitar de ano! Bastará ter capacidade para acompanhar, em casa, os conteúdos programáticos, com ou sem ajuda, já que os actuais níveis de exigência no ensino básico até são compatíveis com um sucesso mais ou menos fácil!

3. Se ficar retido a meio de um ano lectivo, até poderei não ter grandes preocupações com o comportamento, uma vez que já estou retido e no próximo ano terei de voltar para o mesmo ano de escolaridade!

Compreendemos a preocupação de criar mecanismos compatíveis com uma escola pública inclusiva, devendo, todos os alunos, concluir, pelo menos, a escolaridade básica. A lei e a regra devem perspectivar a inclusão e não a exclusão. Também sabemos que a retenção não produz bons resultados: na generalidade, não há maior sucesso nos alunos em situação de repetência.

Mas não me parece a melhor solução!

O Estatuto não faz uma distinção clara entre faltas justificadas e injustificadas! Injusto e pedagogicamente incorrecto!

O uso de “provas de recuperação” para relevar faltas complica e sobrecarrega os procedimentos, contrariando um dos objectivos que o ME diz querer atingir com estas alterações! Prevê-se uma proliferação de provas e um acréscimo de procedimentos para Directores de Turma e professores em geral que incrementará substancialmente a escola burocrática de que queremos fugir, mas que teima em consolidar-se!

A manutenção, em aula, de alunos já com o estatuto de retidos, não facilitará a consecução do objectivo relativo ao reforço da autoridade do professor e incrementará a indisciplina de que tanto se fala e é tão responsável pelo indesejável insucesso escolar!

Concordo em absoluto com as alterações introduzidas no art.º 6º, relativo ao “papel especial dos pais e encarregados de educação”, reforçando a sua responsabilidade no controlo, prevenção e efeitos da falta de assiduidade dos alunos e na sua educação em geral.

A co-responsabilização das famílias e a sua participação na educação será muito relevante na resolução do problema. A letra da lei, só por si, não resolve. Exigem-se mudanças culturais, as mais difíceis! Pais e professores têm um longo caminho a percorrer!

Publicado em "Montijo em Notícia" de 2008.04.08

segunda-feira, março 17, 2008

A Avaliação do Desempenho e a Autonomia

No mesmo sentido em que foi tomada a decisão de flexibilizar os prazos intermédios previstos no Decreto Regulamentar n.º 2/2008, o Ministério da Educação e o Conselho de Escolas acordaram os seguintes princípios:

"1. A Avaliação não foi suspensa, não foi adiada e não será experimentada. As escolas já iniciaram o trabalho, que deve prosseguir sem nenhum abrandamento ou suspensão, devendo-se tirar partido das “boas práticas” já em desenvolvimento em muitas escolas.

2. É necessário reconhecer os diferentes ritmos e condições para a concretização da avaliação que as escolas têm, no entanto, a avaliação é, não só um dever, mas também um direito dos professores, que esperam poder progredir na carreira e para tal precisam de ser avaliados.

3. Todos os instrumentos necessários à avaliação serão elaborados e aprovados até ao final do ano lectivo de 2007/08.

4. Para os docentes dos quadros que não estejam em condições de progredir na carreira a avaliação poderá estar concluída até final do ano civil de 2009. Até lá os prazos serão definidos pela escola, que deverá garantir:

a) Recolha de todos os elementos objectivos já existentes, ainda este ano lectivo;

b) Possibilidade de fixação de objectivos apenas para o próximo ano lectivo

5. Para os docentes contratados e docentes em condições de progressão na carreira a avaliação terá que estar concluída até ao final do ano lectivo 2007/08. As escolas podem simplificar e desburocratizar o processo de avaliação que deverá conter, obrigatoriamente:

- ficha de auto-avaliação

- outros elementos da ficha do conselho executivo (assiduidade e outros) passíveis de ser observados/avaliados.

6. Cada escola deve apresentar um Programa de Avaliação com identificação das dificuldades para o cumprimento dos objectivos mínimos que deve ser avaliado e validado pela DGRHE.

7. Em colaboração com os CFAEs, Será alargado o programa de formação em avaliação, já em curso para Conselhos Executivos, de forma a abranger todos os intervenientes na avaliação (conselhos executivos, coordenadores de departamento, comissões de avaliação, professores titulares avaliadores e professores avaliados).

8. Será garantido o acompanhamento do processo de avaliação pelo Conselho Cientifico para a Avaliação de Professores e pelo Conselho de Escolas para eventuais ajustamentos, no final de 2009, nos termos do previsto no Estatuto da Carreira Docente.

9. Será criado um Grupo de Trabalho para reforço das condições de concretização do processo de avaliação nas escolas, nomeadamente as condições relativas a Crédito horário para avaliação no próximo ano lectivo, ao horário (e outras compensações) dos membros dos conselhos executivos e dos professores coordenadores de departamento curriculares, bem como a condições de abertura do próximo concurso para professores titulares professores titulares (no qual poderão ser abrangidos os professores com mais de 18 anos de serviço docente)."

Reforça-se a autonomia das escolas para estabelecer as condições de avaliação, desde que todos os docentes estejam avaliados no final do ano lectivo de 2008/2009.

Não escondo que veria com bons olhos que toda a avaliação do desempenho dos professores se iniciasse a 1 de Setembro de 2008; mas concordo em absoluto com a simplificação e adequação dos processos à realidade de cada escola e parece-me haver razoabilidade das partes e vontade de desbloquear um processo de grande relevância e que tem causado grande instabilidade.

A autonomia pressupõe diversidade. Adoptando-se uma mesma matriz, garante-se equidade. Parece-me, no entanto, que, para garantir essa equidade, seria importante estabelecer um número fixo de itens da ficha do Conselho Executivo, a ser adoptado por todas as escolas.

Do discurso dos sindicatos, percebe-se uma clara preferência por tratar igual o que é diferente! E a autonomia das escolas? Não é valor relevante?! Eles lá sabem porquê!

domingo, março 16, 2008

A Manif

Independentemente do grau de insatisfação (ou satisfação) de cada um, pelas medidas que têm sido adoptadas pelo Ministério da Educação (ME), poder-se-á dizer que será praticamente unânime a opinião de que o ME tem tratado mal os professores.
Injustamente mal tratados, digo eu!
Os professores..., os professores..., e as políticas? Não têm sido, ao longo dos anos, ao longo das legislaturas, responsáveis pelo estado da Educação? Claro que sim!
E os professores e a sua actividade não se desenvolve, enquadrada numa arquitectura legislativa que deverá suportar a política educativa de cada Governo da República? Claro que sim!
E será possível implementar uma política sem ganhar os seus principais actores para ela? Claro que não!
A classe docente tem sido a classe profissional mais atingida na sua dignidade pelo actual Governo! E não havia necessidade! Digo mesmo que se poderia fazer quase tudo o que se tem feito, sem esta postura de agressividade e, ouvindo mais os professores, mesmo sem desvirtuar os princípios orientadores subjacentes aos diversos diplomas, evitar-se-iam erros grosseiros e impossíveis de cometer por quem conhece minimamente o funcionamento da Escola!
Não foi (só) pela a avaliação do desempenho que 100.000 professores estiveram na rua!
Os 100.000 professores estiveram na rua por este "pano de fundo" da política governativa para a educação!
E, contra este "pano de fundo", o Governo mereceu a manif!

sábado, março 15, 2008

LUTO

Tragédia na Escola Secundária Jorge Peixinho!!
Na aula de Educação Física, um aluno sofre morte súbita!!
A escola chama, de imediato, o 112, que tarda a chegar (nestes casos, é sempre tarde)!!
Ligam, depois, directo para os Bombeiros Voluntários de Montijo, que recebe primeiro esta chamada directa que a do INEM!
O INEM confirma à comunicação social que, por excesso de solicitações, demorou 20 minutos a dar sequência ao pedido de socorro!!
A ambulância terá chegado à Escola 30 minutos depois!! Muito tarde!!
Nunca saberemos se, com um socorro mais célere, o jovem teria sido salvo. Provavelmente não.
Mas é muito tempo!! Não pode acontecer!!
Estamos de luto!